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Direito Civil Publicado em 23 de maio de 2020

OS ERROS DA GESTÃO FAMILIAR

 

OS ERROS DA GESTÃO FAMILIAR

 

Quando se constitui uma empresa, o empreendedor prepara não somente para si, mas também para sua família ou outrem, uma obra, um composto de ideias, sonhos e pretensões que afetarão não somente esses mencionados acima, mas toda uma sociedade.

Denota-se, portanto, nesse empreendedorismo o envolvimento com várias questões políticas, sociais e jurídicas, entre elas o forte Princípio da Função Social da Empresa e o princípio quase apócrifo da Preservação da Empresa.

Esses fatores que envolvem o empreendedorismo são de grande importância para todos pois obviamente abarcam inúmeras pessoas de forma positiva, porém, também podem interferir de forma nociva e negativa e seria exatamente isso que levantarei nesse breve texto.

Geralmente o envolvimento para a constituição da empresa dependerá do empreendedor, como já falado, incluindo-se a família, o patrimônio e a gestão. Essa formação perfaz por boa comparação ao sistema de TRÊS CÍRCULOS do Professor Renato Tagiuri e de seu orientado John Davis. É certo que os TRÊS CÍRCULOS detêm um caráter mais voltado para uma condição empresarial de empresa S.A. , mas o princípio se articula do mesmo modo, com os mesmos intuitos.

Nessa formação, o empresário certamente apresenta um pendor, um conhecimento técnico para ingressar em seguimento que lhe intimiza e em algum momento participa sua família para assim, consagrar o sonho de sua vida, talvez…

É certo que, para tal negócio progredir, necessário será a capacitação técnica para a gestão da empresa, e a inclusão de capital que em algum momento poderá ser expressado em patrimônio e espécie.

A partir desses três importantes cravos de sustentação, empreendedor/família, patrimônio e gestão estará de certa forma e semelhança, formado o composto mencionado acima.

A partir disso teremos grandes empresas de sucesso, mas também grandes problemas com insucessos.

Aquelas empresas que alcançam o sucesso chegaram por diversas razões, todos podemos imaginar como, por quais motivos, pela qualidade, pelo empenho social ali conflagrado, etcetera, porém, também devemos entender o outro lado, ou melhor, os caso não vingados, ou que sofreram revezes ao longo de sua jornada.

O primeiro fator, importante a ser apontado como será o alvo, o empreendimento em si, o porquê dessa escolha. Era um sonho? Foi visto como uma oportunidade de mercado? Existiriam inúmeras respostas para isso.

O segundo fator, não menos importante será o preparo do empreendedor para gerir, e a potencialização disso com a inclusão de familiares, desde o começo ou no meio do caminho.

A gestão é algo primaz na perpetuação de um negócio, tanto porque, esse negócio deverá alcançar gerações. Pelo menos é isso que se espera do empreendedor e de sua obra.

Mas muitas vezes não conseguimos vislumbrar a perpetuação do negócio, sua continuidade por herdeiros e sucessores, ou até mesmo a abertura de seu capital com a presença de uma governança.

Todo o erro se encontra na gestão, pois o escopo do negócio, podendo ser o mais promissor do mundo ou o mais comum, sempre poderá sobreviver. Ninguém aplica onde não acredita.

A questão principal, a gestão. Ela corroê o patrimônio, em todos os sentidos da palavra e consome a vontade do indivíduo que desde sempre acreditou na empresa. O negócio quando não bem administrado, passa a ser uma grande “batata quente” nas mãos de quem ali esteja.

A empresa começa a ser gerida de forma doentia, dia a dia, sem perspectivas futuras. Gerida para o momento, para se tirar dali um pouco para subsistência e só. As vezes nem isso…

O que podemos tirar disso então? Quais saídas existem? Por que o empresário fecha sua visão em “túnel” e não consegue ver ao seu redor? Por que rechaça oportunidades culpando terceiros?

Se nos tocamos quando lemos esses questionamentos, é porque sentimos que ainda há tempo para uma mudança positiva em nossas vidas.

 

ANTONIO CARLOS MORAD 

 

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