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24 de agosto de 2025 | Morad

SÍNDICO PROFISSIONAL: QUANDO VALE A PENA CONTRATAR?

SÍNDICO PROFISSIONAL: QUANDO VALE A PENA CONTRATAR?

A gestão de um condomínio é sempre um desafio. Durante muito tempo, era comum que a administração ficasse a cargo de um morador aposentado, que, além de experiência, trazia autoridade e disposição para resolver problemas do dia a dia.

Hoje, esse modelo já não atende mais à realidade da maioria dos condomínios. É cada vez mais difícil encontrar condôminos com tempo, preparo e imparcialidade para assumir tal encargo, especialmente em locais com alta inadimplência, falta de transparência ou conflitos constantes.

Com as mudanças sociais, os interesses dos moradores se tornaram mais diversos e as relações, mais complexas. Administrar um condomínio passou a exigir conhecimento técnico, organização e visão estratégica. E é justamente nesse cenário que surge o síndico profissional — alguém externo ao condomínio, especializado em gestão condominial.

A esse respeito, oportuno se faz esclarecer que a legislação que regula essa matéria, mais especificamente o Código Civil (art. 1.348), autoriza que a assembleia escolha um gestor que não seja morador.

Mas será que essa é sempre a melhor solução? Nem sempre.

Quando o síndico profissional faz sentido?

  • Condomínios pequenos e tranquilos: pode ser suficiente contar com um morador comprometido, de boa aceitação, que assuma a função de forma voluntária.

  • Condomínios grandes ou problemáticos: nesses casos, um síndico profissional é quase indispensável. Estruturas maiores, com muitas unidades ou prédios antigos que exigem manutenção constante, precisam de alguém com equipe técnica de apoio. Já condomínios em crise financeira se beneficiam de gestores especializados em cobrança e administração de recursos.

Custo x benefício

É importante ter em mente que, quanto maior a estrutura do síndico profissional, maior o custo para o condomínio. A decisão deve sempre considerar a realidade financeira e a complexidade da administração.

O papel do conselho consultivo

Mesmo com um síndico profissional, a participação dos moradores é essencial. O conselho consultivo, formado por três condôminos eleitos (cf. Lei nº 4.591/64, art. 23), acompanha as atividades do síndico, fiscaliza, orienta e aproxima a gestão da comunidade. Ainda que não tenha poder de decisão, sua atuação garante mais transparência e eficiência.

Conclusão

A contratação de um síndico profissional, quando feita de forma consciente e adequada à realidade do condomínio, pode ser uma solução altamente vantajosa, trazendo organização, transparência e eficiência à gestão condominial.

José Ricardo Armentano / advogado na MORAD ADVOCACIA EMPRESARIAL

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